terça-feira, 26 de setembro de 2017

O PRESBÍTERO E O DIÁCONO

            Após a oração, o presbítero estava olhando o diácono  que subia o altar, ele e o pastor estavam movido pelo mesmo Espírito, os olhos do presbítero era como bolas negras sem brilho. Durante o culto, o presbítero estava estagnado, a quanto tempo não era chamado pelo Pastor, sentia que a graça de Deus o havia abandonado, mas o diácono a quem ele fitava estava cheio da graça do Espírito.                     Estava cansado, as madrugadas eram de continuas orações, queria  graça, ha alguns meses vinha nesta busca constante, com jejuns, orações, incansável estudos bíblicos, até já cantava a Deus na  alta madrugada. O que fiz eu Senhor? Esta era sua principal indagação em suas orações.
              Naquela noite sentira uma inveja tão grande daquele irmão. Quando o diácono percebeu que ele estava lhe olhando, olhou dentro dos olhos dele sentiu que algo invisível a seus olhos lhe acertara a alma, ao sentar caíra de joelhos, se fosse a carne que tivesse sido ferida, o chão do altar estaria com uma enorme poça de sangue, mas como fora na alma, agonia psíquica lhe atormentava, lagrimas molhavam o banco, quando levantou-se já não era mais o mesmo, ergueu seu olhar, o presbítero lhe enterrava os olhos como facas pontiagudas. Na vida daquele presbítero não havia graça somente amargura, inveja, desprezo, sua alma estava na escuridão. O diácono fora para casa, como um soldado ferido na guerra, sua vontade era nunca mais voltar.

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