domingo, 24 de setembro de 2017

O MEDO



    O medo que tinha de si mesmo lhe aterrorizava. Quando despontava a luz do dia, deitado na cama o pânico era como mortalha que lhe cobria a alma, chorava, não confiava em si mesmo. Caia de joelhos ao chão, orava a Deus, nunca fora um bom servo, pedia perdão ao Senhor, seus olhos derramavam lagrimas de um filho desprezível, não aprendera os ensinamentos. Era arrastado pelas trevas, quando menos esperava estava a serviço do pecado, era dominado pelo mal, que era como um câncer que lhe corroía a alma. 
De joelhos aos pés do Senhor disse-lhe: em alguns filmes que via nos anos oitenta, quando aparecia um animal ferido difícil de ser curado, seu dono lhe dava um tiro de misericórdia, e acabava com todo o sofrimento. Pedia a Deus este tiro  misericordioso, e que o  levasse  para terra do esquecimento, onde lá jamais seria lembrado pelo pai e por qualquer outro, e principalmente por si próprio.   

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