segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O pastor e o conselheiro (Lv 5.5; Hb 10.23)

        Aflição era tão grande, que doía na sua alma, não podia mais esconder, intensa e sufocante era sua agonia. O que  faria aquele presbítero? Pastor/dirigente de uma congregação adjacente a igreja  principal, cometera o pecado, desviara dinheiro da congregação. Era a primeira vez, precisava falar com alguém, era necessária livrar-se daquelas aflições, não queria mais roubar a igreja, estava arrependido, sabia que era consequência do pecado o que estava sentindo. Decidira falar com o pastor da igreja. O pastor um crente ferrenho, durante seu ministério vários irmãos abandonaram a Jesus, não havia misericórdia ao corrigir um irmão ou irmã. 
 
       A caminho da igreja encontrou um irmão e a esposa, estavam muito tristes não sabiam o que iriam fazer, dedicaram suas vidas a serviço da igreja, haviam sido acusados de roubo e foram expulsos da igreja, não tiveram oportunidade de defesa, a dor da perda era muito grande. O presbítero precisava falar com alguém, ficara entristecido com que o irmão lhe falara,  estava sendo tentado a roubar mais dinheiro da igreja, estava ficando difícil precisava de ajuda, provavelmente se falasse com o pastor seria até mesmo preso e expulso do ministério. 
       Havia um conselheiro, não pertencia a mesma igreja que ele, atendia fora do âmbito da igreja, atendia irmãos e irmãs de todas as denominações evangélicas. Decidido fora consultar o conselheiro. Durante a sessão de aconselhamento, que iniciara com oração, aflito queria falar logo, sentou-se em uma cadeira bem confortável, após a oração sentiu-se mais relaxado, por longos trinta minutos o conselheiro o escutou. O conselheiro receitou mais sete sessões de aconselhamento para suportar a tentação, teria que devolver o dinheiro da igreja e entregar seu cargo, e seguir a sessões de tratamento espiritual. Após o encerramento do aconselhamento, que finalizava com oração, decidira falar com o pastor. 
       Passou na congregação e devolveu o dinheiro colocando-o no cofre, foi para igreja falou com pastor, disse a ele que não podia mais ser pastor da congregação, por motivos pessoais, o pastor lamentou pois era um excelente obreiro.  Ele continuou em comunhão com a igreja e os irmãos, depois do tempo de tratamento fora curado (liberto) da doença da alma ( da tentação), estava em comunhão perfeita com Deus. O que teria acontecido se ele tivesse falado com o pastor primeiro?  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

CONSELHEIRO

ORAÇÃO EFICAZ