Ele estava ali naquela pequenina igreja, — congregação —, de madeira velha, não tinha forro, a fiação era terrível, — um curto circuito pegava fogo —, o assoalho tinha buracos, as pessoas caminhavam com muito cuidado.
Praticamente todos os
dias os crentes iam ao seu portão convida-lo par ir à igreja, — descobriram que
ele estava doente — depois de muito insistirem ele foi, mas estava arrependido,
nunca vira uma igreja tão feia, o pastor não tinha os dentes da frente, quando
fala assobiava, era muito engraçado. Levantou-se para ir embora, sentiu uma dor
de cabeça, levou sua mão à nuca lembrou-se do tumor que lhe incomodava, sentira
que por alguns instantes perdera o movimento de seu corpo — embora estivesse no
auge de sua idade portava-se como idoso —, fora amparado por um dos irmãos,
sentara novamente.
Havia uma irmã, — estava
na melhor idade, um pouco judiada pela vida que levara no passado —, o pastor
que estava na direção do culto, dera uma oportunidade para ela, ela pegou o
microfone, — tinha mais ou menos cinquenta pessoas na congregação —, pediu para uma irmã ler a bíblia em voz alta, — ela não sabia ler —, depois que a irmã leu devolveu a bíblia
para ela, logo em seguida ela chamou aquele homem que tanto insistiram para ele ir à igreja,
ele levantou-se de sua cadeira ao olhar para frente, seus olhos brilharam, não
estava mais naquela igreja velha e pobre, aquela irmã não era ela, era uma
semelhança de um branco inigualável, extraordinário, a sua volta não podia ver
nada, apenas luz descomunal e assim era tudo ali, caminhou em direção aquela
semelhança humana que estava com os braços estendidos para ele, o tocou com
aquelas alvura de mãos, dizia para si mesmo estou sonhando, fechou seus olhos
quando os abriu novamente era aquela irmã estava orando com as mãos sobre sua
cabeça.
De volta à cadeira, ali ficou sentado até terminar o culto,
estava em enlevo. Fora para sua casa, nem percebera que estava caminhando sem
sentir dores. Naquele enlevo, em casa conversara pouco com a esposa, logo fora
dormir, a esposa estava curiosa, conhecia seu esposo algo havia acontecido, porém ele não falava nada que ela pudesse entender. No outro dia acordara cedo, passou
a mão na nuca não sentiu nada, caminhara rapidamente seus movimentos eram
firmes, se sentia muito bem, acordara a esposa contou o que tinha ocorrido,
sentira que havia sido curado daquele câncer que lhe atormentava, precisava
falar com o médico. Fora ao médico, fez exames, o tumor na coluna cervical
desaparecerá.
Lá estava ele
juntamente com sua esposa, naquela pequenina igreja, — congregação —,
alegrando-se com os irmãos e as irmãs. Naquela noite ele doou cento e cinquenta
mil reais, para a congregação construir a uma igreja melhor. Todas as vezes que
tinha culto ele estava lá, porém na nova igreja.

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