quinta-feira, 21 de setembro de 2017

LEMBRANÇAS DA MORTE

                                                           
Havia uma brisa forte, era setembro, ao lado da entrada da capela estava sentado, seitei-me a sua frente, com meu bloquinho nas mãos, fazia minhas anotações. Olhando para mim, perguntando-se quem era? Sem pestanejar, anotava, até mesmo uma expressão. Começou a conversar, havia uma necessidade de falar, eu queria ouvir, atento estava. Aquele era o momento, eu queria escutar o inconsciente, não foi possível, ouvi o pré-consciente, era cheio de marcas,  a morte teve por varias vezes sua oportunidade, disse-me rindo, com um leve sarcasmo aglutinado. Ficou em silencio, pegou sua bengala, sua bolsa com urina que trazia consigo, fazia parte de si,era sua bexiga, porém ele carregava nas mãos, levantou-se, lentamente se afastava de mim, despediu-se e foi embora, já era hora do almoço.
                                                                                                 



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